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CURIOSIDADES - HISTÓRIA DO BRASIL

O nome completo de D. Pedro I era:

PEDRO DE ALCÂNTARA FRANCISCO ANTÔNIO JOÃO CARLOS XAVIER DE PAULA MIGUEL RAFAEL JOAQUIM JOSÉ GONZAGA PASCOAL CIPRIANO SERAFIM DE BRAGANÇA E BOURBON

Viva! Viva! Viva!

A utilização desta expressão festiva começou no tempo do império...Segundo o protocolo da época os "vivas" deveriam ser repetidos por três vezes: uma homenageando a Igreja Católica, outra para a Constituição e a terceira para o Imperador

Telefone

O primeiro telefone do Brasil foi instalado em 1876 na residência do Imperador Dom Pedro II

Brasil: Século XIX

A partir de 1850, com a Lei Eusébio de Queiroz, o tráfico de escravos estava proibido no Brasil, todavia contrabandistas continuavam trazendo negros da África escondidos em engradados de "Galinhas D'Angola" para os engenhos. A senha utilizada para avisar da chegada de um novo carregamento no porto em Pernambuco era "Tem galinha nova no porto". O código acabou dando nome à vila de pescadores que fica a 58 km. de Recife e que conhecemos enquanto ponto turístico como: "PORTO DAS GALINHAS".

A última comilança da Monarquia

A maior comilança de que se tem notícia foi o histórico “Baile da Ilha Fiscal”, a última festa do Brasil-Império. Teve como pretexto uma homenagem do Visconde de Ouro Preto, presidente do conselho de Ministros, aos trezentos tripulantes do cruzador chileno Almirante Cochrane, atracado no Rio de Janeiro. No dia 09 de novembro de 1889, os 4500 convidados se esbaldaram com o suntuoso jantar preparado por noventa cozinheiros e servido por 150 garçons: dezoito pavões, quinhentos perus, 64 faisões, oitocentos quilos de camarão, trezentas peças de presunto, 1300 frangos, 1200 latas de aspargos, oitocentas de trufas, 12 mil sorvetes e quinhentos pratos de doces variados. Durante a refeição, foram consumidos 10 mil litros de cerveja e 258 caixas de champagne e vinho. A festa foi mesmo bastante animada. Basta conferir a lista de objetos encontrados no salão da manhã seguinte: treze lenços de seda, nove de linho e quinze de cambraia, dezesseis chapéus e dezessete ligas, entre outras coisas... A Monarquia terminaria dali a seis dias...

O Quadro de Pedro Américo e o fato real

O quadro Independência ou morte, de Pedro Américo, entrou para a história como o retrato do momento da Proclamação da Independência. Mas foi pintado apenas em 1888, em Florença (Itália), sob encomenda da Corte. O pintor, que nem era nascido em 1822, cometeu alguns exageros. Pedro tinha acabado de se encontrar com sua amante Domitila de Castro. Ele viajava secretamente, por isso não poderia estar com uma grande comitiva e nem usando traje oficial. D. Pedro não estava viajando a cavalo. Para viagens longas só era usado o burro. O grito não aconteceu às margens do riacho do Ipiranga, como sugere a letra do Hino Nacional. O príncipe bradou o seu célebre grito no alto da colina próxima ao riacho, onde sua tropa esperava que ele se aliviasse de um súbito mal-estar intestinal. O quadro mede 7,60 metros por 4,15 metros. Mas o maior quadro de Pedro Américo, também o maior do Brasil, é Batalha do Avaí, de 1874. A tela tem 66 m2 e está em exibição no Museu Nacional de Belas-Artes do Rio de Janeiro. Levou 26 meses para ser finalizado.

Quem descobriu o Brasil?

No século XVI, baseando-se na mitologia do povo celta, o cartógrafo genovês Angel Dalorto desenhou uma ilha em um de seus mapas. A porção de terra cercada estava a oeste do sul da costa da Irlanda. Para o cartógrafo, era ali o lugar que São Brandão, um monge irlandês que se aventurou para o alto-mar no ano de 565, descreveu como a Terra Abençoada, onde havia abundância, clima ameno e igualdade entre seus habitantes. Curiosamente, no mapa de Dalorto essa ilha se chamava Ilha do Brasil. Portugal ameaçou enviar uma frota às terras descobertas por Colombo, e a Espanha lhe propôs discutir um acordo sobre as terras a descobrir. Essa foi a origem do Tratado de Tordesilhas (7 de junho de 1494). Duarte Pacheco Pereira, nomeado Cavaleiro da Casa Real, participou como negociador português. Especialista em geografia e cosmografia, reivindicou para Portugal as terras que fossem descobertas a até 370 léguas a oeste de Cabo Verde. Historiadores sustentam a hipótese de Duarte Pacheco ter sido o verdadeiro "descobridor do Brasil", em 1498, viajando em segredo. O único registro desse feito é um trecho meio obscuro do livro Sobre os Mares do Mundo, escrito pelo próprio Pacheco entre 1505 e 1508. Nesse relato, ele conta que, em 1498, explorou a "parte ocidental" do Oceano Atlântico, encontrando "uma grande terra firme, com muitas ilhas adjacentes" e coberta de "muito e fino brasil". Isso reforça a tese de que a viagem de Pedro Álvares Cabral foi uma operação secreta arquitetada pela Coroa portuguesa, dois anos depois da verdadeira descoberta, para formalizar a posse das terras. Em 26 de janeiro de 1500, o navegador espanhol Vicente Pinzón teria chegado a a um novo território no além-mar, desconhecido pelos reinos de Portugal e Espanha. Pinzón partiu em novembro de 1499 do Porto de Palos e, em sua jornada pelo Atlântico, passou pelas Ilhas Canárias e Cabo Verde. Veterano explorador que comandou a caravela Nina na descoberta da América, em 1492, Pinzón disse que, ao chegar à costa, identificou "um ponto escuro e depois um dorso de pedra, um promontório". Ele seguiu viagem em direção ao norte, ao largo de um litoral com poucas baías seguras para ancoragem e desembarque. Quando enfim conseguiu chegar à terra, o espanhol e seus homens enfrentaram a fúria dos índios potiguares. "Mataram oito dos nossos soldados e mal houve um que não tivesse sido ferido", descreveu. O local seria Cabo de Santo Agostinho, no litoral pernambucano. Ele costeou o litoral até a foz do Rio Amazonas, descoberta por ele. Ali, encontrou-se com outro espanhol, Diego de Lepe, e juntos avançaram até o rio Oiapoque.

A História dos Índios Gigantes

A tribo dos Panarás era conhecida como "índios gigantes". Viviam na floresta que fica no norte do Mato Grosso desde 1920. Duzentos anos antes, tinham sido empurrados para fora de Goiás, que iniciava uma corrida do ouro. Eram misteriosos e sua ferocidade virou uma lenda entre as outras tribos. Segundo relatos, tinham mais de 2 metros. Alguns chegariam a 2,10 metros. Em 1967 e 1968, duas expedições tentaram encontrá-los em vão. Até que, em 1970, o governo mandou construir a rodovia Cuiabá-Santarém na Bacia do Rio Peixoto de Azevedo, onde eles viviam. Uma expedição dos irmãos Villasboas partiu para localizá-los. Em 1972, um trabalhador da rodovia foi flechado por um panará. O contato só seria feito em fevereiro de 1973. Alguns índios já estavam doentes por vírus trazidos pelo homem branco. O que mais impressionou é que a maioria tinha baixa estatura (por volta de 1,68 metro). Poucos eram altos. Quando a estrada foi aberta, em 1974, as doenças se tornaram mais implacáveis. Dos 400 panarás distribuídos em nove aldeias, sobreviveram apenas 79. A Funai imediatamente tomou providências. Em janeiro de 1975, levou todos, em duas viagens, para o Parque do Xingu. Até 1989, eles mudaram-se sete vezes dentro do parque. Chegaram até a morar com os txucarramães, seus antigos inimigos. Em 1994, no entanto, eles retornaram ao Mato Grosso, numa área próxima ao Rio Iriri. Ali construíram a aldeia de Nacypotire, reconhecida pela Funai como área indígena.

CURIOSIDADES - HISTÓRIA GERAL

Curiosidades sobre a Gioconda (Monalisa - Leonardo Da Vinci)

Monalisa, com seu enigmático sorriso, foi inspirada em uma modelo viva, Lisa Gherardini, terceira esposa de um rico mercador florentino, Francesco Del Giocondo, 19 anos mais velho. Francesco encomendou um retrato da mulher para pendurá-lo na sala de jantar. Lisa começou a posar em 1503. Leonardo da Vinci levou 4 anos fazendo o trabalho e jamais chegou a concluí-lo como desejava. É que Francesco ficou impaciente com a demora, proibiu sua mulher de continuar posando e não pagou pela obra. O rei francês Francisco I comprou o quadro para decorar o banheiro e pagou o equivalente a 15,3 quilos de ouro. Um crítico de arte, em 1568, escreveu: "Enquanto pintava o retrato dela, Leonardo contratou pessoas que cantavam e tocavam para manterem-na alegre, eliminando aquela ponta de melancolia que o fato de posar acarreta". Alguns estudiosos dizem que Monalisa poderia ser Constanza d'Avalos, amante de Giuliano de Medici. Há também quem sustente que Leonardo da Vinci teria pintado um quadro de Monalisa nua. O quadro e os esboços nunca foram encontrados. Monalisa não tinha sobrancelhas. Há diversas versões que explicam o fato. O médico Julio Cruz y Hermida diz no livro A Gioconda Vista Por Um Médico que a modelo sofria de uma doença chamada alopecia. O mal causa a queda de todos os pêlos do corpo. Também existe uma história que conta que um restaurador desastrado apagou as sobrancelhas ao usar um solvente muito forte na obra. Mas a justificativa mais aceita é que Monalisa raspava os pêlos do rosto, como era costume na renascença. Pesquisadores acreditam que Da Vinci demorou 3 anos para finalizar o quadro. Ele tem 77 centímetros de largura por 53 de largura. A técnica usada pelo pintor para imprimir um ar misterioso à jovem retratada se sfumato (esfumaçado). Já foi feita uma versão mais clara da obra e comprovou-se que ela perde toda sua profundidade e beleza. Segundo o biógrafo Giorgio Vasari, Leonardo chamou músicos e bufões para tocar em seu estúdio, na tentativa de arrancar um sorriso de sua modelo. Na época, não era apropriado uma moça sorrir demais. Em 06 de abril de 2005, o quadro foi transferido para uma sala especialmente construída para ele no Museu do Louvre, em Paris (França). O recinto, que conta holofotes especiais, custou cerca de 16 milhões de reais e demorou quatro anos para ficar pronta. Antes, a tela de Da Vinci ficava no setor de pinturas italianas. Pesquisadores da Universidade de Amsterdã (Holanda) aplicaram sob a obra em dezembro de 2005 um programa de "reconhecimento de emoções". O software concluiu que a modelo retratada estava 83% feliz, 9% entediada, 6% atemorizada e 2% enfadada.

Como a expressão "Tio Sam" virou sinônimo dos EUA?

A história mais famosa afirma que a expressão surgiu por volta de 1812, durante a guerra entre os americanos e a Inglaterra. Na cidade de Troy, em Nova York, havia um homem chamado Samuel Wilson que era fornecedor do governo dos Estados Unidos. Conhecido como Uncle Sam (Tio Sam), suas cargas eram marcadas com suas iniciais, US, as mesmas usadas para Estados Unidos (United States). Logo o nome Tio Sam virou apelido do governo americano e, mais tarde, passou a ser usado para designar também o povo do país.

Antropofagia

Canibalismo ou antropofagia, no caso dos homens, consiste no ato de comer a carne de seres da mesma espécie. O termo vem da língua arawan, falada por uma tribo indígena da América do Sul conhecida por manter essa prática. A prática, conforme afirmam estudiosos e arqueólogos, era comum em comunidades primitivas ao redor do mundo. Foram encontradas evidências na África, América do Sul e do Norte, ilhas do Pacífico Sul e nas Índias ocidentais. Um dos grupos canibais mais famosos são os astecas, que sacrificavam seus prisioneiros de guerra e comiam alguns deles. Essa, aliás, é apenas uma das razões pelas quais a prática era adotada. Na maioria dos casos, ela consistia em um tipo de ritual religioso. Os casos de canibalismo registrados na história da sociedade ocidental moderna estão ligados a situações limites, de vida ou morte. Mas há também culturas tradicionais que incentivavam seus membros a consumir parte dos corpos de seus parentes mortos como uma forma de prestar seu respeito, o que é chamado de endocanibalismo.

Europa - Século XVI

Você acreditaria que nos dias de 05 a 14 de outubro de 1582 nada aconteceu?!? Nenhuma guerra foi declarada... nenhuma grande descoberta foi feita... ninguém nasceu e ninguém morreu... Isso porque essas datas nunca existiram. Em 1582 o Papa Gregório XIII decidiu adotar um novo calendário baseado nos movimentos da Terra em relação ao Sol. O antigo método conhecido como "Calendário Juliano" também se baseava no sol, mas aumentava o ano solar em onze minutos e quatorze segundos. Assim, a cada quatro anos, um dia precisava ser acrescentado para manter as estações e o calendário sincronizados. O método do Papa Gregório corrigiu o erro e avançou o calendário em dez dias a partir de 04/10/1582. Então o dia 05 de outubro passou a ser 15 de outubro. É claro que o tempo passou da mesma forma, mas as datas desapareceram e o Calendário Gregoriano continua sendo o sistema padrão na maior parte do mundo.

Inglaterra - Século XVII

Em 1666 Londres foi consumida pelas chamas no que ficou conhecido como o "Grande Incêndio de Londres". Aproximadamente 3000 casas e 88 Igrejas foram destruídas num dos piores acidentes culinários da História. O fogo começou quando o padeiro do Rei Carlos II, Thomas Ferrynot, esqueceu de apagar o forno... Antes do incêndio, Londres não dispunha de um sistema organizado de proteção contra o fogo. Apos o incêndio, as companhias de seguro da cidade começaram a formar brigadas particulares para proteger a propriedade de seus clientes. Se o incêndio de Londres por um lado foi uma desgraça, por outro, foi o que acabou com a peste, pois matou os ratos, e quando o rei Carlos II resolveu reconstruir a cidade, ela foi erguida em pedra, mais moderna e mais habitável como, aliás, é até hoje.

França - Século XX

Em 11 de dezembro de 1935, o maior trapaceiro da história foi finalmente enviado à prisão. Em seus dias de glória, Victor Lustig, imaginou um dos mais engenhosos contos do vigário. Acredite: ele vendeu a Torre Eiffel não uma, mas duas vezes... Nos anos 20 a Torre Eiffel estava em péssimas condições e as autoridades discutiam a possibilidade de demolir a estrutura. Victor aproveitou a oportunidade e mandou imprimir credenciais falsas como agente do governo encarregado de vender o direito de demolir a torre e recorrer à sucata. Convidou um grupo seleto de negociantes para discutir e disse que o governo decidira demolir a torre, mas exigia discrição para evitar protestos. Os negociantes engoliram a história e fizeram as ofertas de compras. Nas negociações, Victor aceitou suborno para garantir a venda à um comprador e em seguida fugiu para a Áustria. De lá ele vasculhava os jornais em busca de notícias do golpe, mas o tempo passou e nada aconteceu... Victor deduziu que as vítimas tiveram vergonha de denunciá-lo. Assim refez as malas e voltou à Paris, onde aplicou o mesmo golpe e vendeu a Torre Eiffel pela segunda vez. Mas não teve tanta sorte... A vítima deu queixa na polícia e Victor precisou fugir para os EUA onde foi preso em 1935.

1ª Guerra Mundial

Só dois meses depois da declaração de guerra aos Estados Unidos à Alemanha, em 1917, chegaram à Europa os reduzidos contingentes da força expedicionária americana. Mais quatro meses se passaram antes que os americanos dessem os primeiros tiros contra o inimigo. Alemães e americanos só se defrontaram na batalha da Floresta de Belleau, no dia 6 de junho de 1918 - mesmo dia e mês em que os aliados invadiram a Europa, vinte e seis anos mais tarde, na Segunda Guerra Mundial.

Como e quando surgiu a "camisinha"?

Durante séculos, homens e mulheres têm procurado métodos contraceptivos, vários foram testados, mas a maioria se mostrou apenas dolorosa e ineficaz. Na tentativa de evitar uma gravidez indesejada ou doenças sexualmente transmissíveis a humanidade inventou fórmulas tão estranhas quanto gengibre e suco do fumo ou excrementos de crocodilo, que possui pH alcalino, assim como os espermicidas modernos. O nascimento da camisinha não foi muito mais nobre do que isto. Na Ásia usava-se um envoltório de papel de seda untado com óleo. No Antigo Egito os egípcios já usavam ancestrais de camisinhas não como anticoncepcionais, mas como proteção contra picadas de insetos (durante as caçadas, não no sexo). Elas eram feitas de tecido ou outros materiais porosos pouco eficazes como métodos anticoncepcionais. Mas, durante a Idade Média, com a disseminação de doenças venéreas na Europa se fazia necessário a invenção de um método mais eficaz. Em 1564, o anatomista e cirurgião Gabrielle Fallopio confeccionou um forro de linho do tamanho do pênis e embebido em ervas. Mais adiante, estes preservativos passaram a ser embebidos em soluções químicas (pretensamente espermicidas) e depois secados. Foi só no século XVII, que a camisinha ganhou um "toque de classe". O Dr. Quondam, alarmado com o número de filhos ilegítimos do rei Carlos II da Inglaterra (1630-1685), criou um protetor feito com tripa de animais. O ajuste da extremidade aberta era feito com um laço, o que, obviamente, não era muito cômodo, mas o dispositivo fez tanto sucesso que há quem diga que o nome em inglês (condom) seria uma homenagem ao médico. Outros registros indicam que o nome parece vir mesmo do latim "condus" (receptáculo). A "camisinha-tripa" seguiu sendo usada, até 1839, quando Charles Goodyear descobriu o processo de vulcanização da borracha, fazendo-a flexível a temperatura ambiente. Mas não se anime que a higiene absoluta ainda não nasceu. Nesta época, os preservativos de borracha eram grossos e caros e por isto lavados e reutilizados diversas vezes. As camisinhas de látex só surgiram em 1880 e daí evoluíram à medida que novos materiais foram desenvolvidos, adicionando novas formas, melhorando a confiabilidade e durabilidade.